TESTIMONIO RECIBIDO, VÍA INTERNET, EL 02 – 12 - 2006

Venho, tal como Nossa Senhora pediu, dar aqui o meu testemunho acerca da Sua poderosa intersecção junto do Pai Eterno a favor dos seus filhos.

Chamo-me Maria, tenho 18 anos e sou de Lisboa. O caso que vou relatar – e no qual senti a poderosa intersecção da Mãe do Céu – foi todo o meu processo de acesso à Universidade que culminou com a minha de entrada na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Em Portugal é dificílimo entrar em Medicina pois o número total de vagas anuais é de pouco mais de mil para as quais se candidatam várias dezenas de milhar de jovens estudantes. É do conhecimento geral que há alunos portugueses espalhados um pouco por todo o mundo a cursar Medicina em virtude de em Portugal não terem conseguido concretizar esse sonho. Foi neste contexto que eu, com apenas 15 anos, me encontrei há 3 anos atrás a iniciar a minha caminhada rumo a Medicina. Logo no 10º ano (Outubro de 2003), quando disse que queria seguir as pegadas do meu pai, que é Médico, começaram as invejas, as intrigas e as perseguições por parte, essencialmente, de duas colegas de turma (de notar que a turma só tinha 7 alunos no total). Chegando ao ponto de nas aulas práticas ser ignorada por essas colegas (que eram as que comigo formavam grupo) não me deixando participar e não me dirigindo a palavra. Se calhava de alguma professora dar um recado importante durante as aulas em que eu não estivesse presente ninguém me dizia nada. Também fui vítima de professoras que sistematicamente me corrigiam mal testes, marcando como erradas respostas correctas. Os meus livros desapareciam nas vésperas dos testes e eu ficava sem ter por onde estudar. E era neste ambiente de intrigas, invejas, injustiças e de isolamento que eu tive de me “aguentar” três anos, o que redundou num estado de pré-depressão e quase esgotamento, no final do 11º ano (Julho de 2005) pois a minha auto-estima estava muito abalada. A perseguição à minha pessoa, principalmente por parte de duas colegas, era tão escandalosa que chegou uma altura em que algumas colegas, com bons sentimentos, acharam que já era demais o que me andavam a fazer e vieram-me avisar, então comecei a perceber o porquê de muitas atitudes desajustadas e injustas, quer da parte de professoras, quer da parte de colegas. Não me apetecia sair, só queria dormir e andava muito triste e infeliz. Em Outubro de 2005 iniciei, ainda no estado de pré- esgotamento, o 12º ano – o último ano desta “corrida” de alta competição. Para agravar a situação, sou “disléxica e disgráfica”, isto é, sou mais lenta que as outras pessoas a ler e a escrever, apesar de ter um coeficiente de inteligência acima da média. Pelo que uma Psicóloga me aconselhou a inscrever-me na disciplina de Psicologia em vez de Geometria Descritiva, por causa da “visão espacial” que é necessário ter para Geometria. Até esta decisão começou a ter repercussões negativas nas minhas classificações pois os testes de química e de psicologia praticamente coincidiam nas mesmas datas com a agravante de eu ser lenta a produzir texto e na disciplina de Psicologia ter de se escrever muito. Por tudo isto eu ainda andava mais stressada. Entretanto, em Dezembro de 2005 a minha mãe teve conhecimento do Escorial através de uma amiga e acabei por ir com ela numa peregrinação a Prado Novo. Ali aos pés de Nossa Senhora pedi para me ajudar a aguentar a pressão e para me apoiar na entrada em Medicina, caso fosse para bem da minha alma e para maior Glória de Deus. Pedi, também, pelas minhas colegas e pelas professoras que me andavam a prejudicar. Pela primeira vez em muito tempo senti alguma paz e um grande alívio da tristeza que tinha dentro de mim. E então, miraculosamente, tomei a decisão de desistir da disciplina de Psicologia e optei pela de Geometria Descritiva. Foi uma decisão temerária porque eu tinha um 18 a Psicologia (e ia desperdiçá-lo), porque as minhas colegas já iam a quase a meio da matéria a Geometria e eu ia começar tudo do princípio e, por último, porque tinha a opinião contrária de um especialista sobre a minha “visão espacial”. Mas foi a “Mãe do Céu” que me inspirou e Ela nunca se engana! Esta foi a primeira grande Graça que recebi de “Nossa Senhora do Escorial”, pois com esta alteração pude, durante o ano, ter tempo para estudar outras disciplinas e no exame final nacional tive 20 valores – numa escala de 0 a 20 – a Geometria Descritiva. Mas o “Mafarrico” que não queria, vá-se lá saber porquê!, que eu entrasse em Medicina, servia-se dos seus sequazes para me fazer a vida num inferno. Então, depois de eu ir ao Escorial as coisas se começaram a compor-se mas, mesmo assim, “ele” não deu tréguas e montou-me outra “guerra”, e desta vez com o Ministério da Educação. Chegou a época de exames o primeiro dia de exames e o Ministério comunicou-me que não autorizava a tolerância de 30 minutos a que eu tinha direito por ser lenta devido à dislexia/disgrafia apenas na véspera do primeiro exame. Tinha, nos termos da lei, requerido e provado que tal situação era verdadeira. Concederam esse direito, para os mesmos exames, a centenas de jovens que como eu têm necessidades educativas especiais, e a mim não! Com a agravante de não justificarem a sua recusa. Reclamei de imediato e autorizaram-me apenas para o exame de Língua Portuguesa. Então, a minha mãe envolveu-se numa pleia jurídica com o Ministério enquanto eu ia fazendo os exames pela metade(!!!) pois não os conseguia acabar. Estava numa luta desigual, a tentar ganhar uma das mil vagas de Medicina, competindo com cerca de quarenta mil alunos que, ao contrário de mim conseguiam acabar os exames enquanto eu os deixava a meio por falta de tempo devido à minha dislexia. De referir que o peso percentual, de dois dos exames, na média de acesso à Faculdade é de 50%. Por aqui se vê a importância vital das notas dos exames. Como o “Mafarrico” não “acabou” comigo ao longo dos três anos, decidiu tentar fazê-lo nos 30 dias que duraram os exames. Então dei comigo a fazer exames no meio de uma “guerra”. Mas guerra em toda a acessão do termo. Guerra jurídica com o Ministério da Educação e guerra de oração para afastar o “mal” que me cercava e “asfixiava”. A minha mãe defendia-me, sempre por fax para ser mais rápido a fim de ver se eu ainda conseguia fazer algum exame em situação de justiça, pois o período de exames durava pouco mais de um mês, mas o Ministério não dava tréguas e não cedia. O tempo ia-se esgotando, os exames iam-se sucedendo e eu lá me ia aguentando aquela “guerra de nervos” à custa de uma “rede de oração” que montamos com a minha família, irmãos, avós, amigos e com a oração do Prado Novo do Escorial. A minha mãe lutava em todas as frentes. Por um lado escrevia para o Ministério a reclamar e por outro escrevia para o Escorial a pedir orações! De notar que desde Dezembro de 2005 íamos regularmente ao Escorial, nos primeiros Sábados de cada mês, pedir a ajuda de Nossa Senhora das Dores, e quando não podíamos ir mandávamos mensagens via mail ou entregávamos a uma amiga um “papelinho” com o pedido para ser colocado na caixa de orações junto à árvore no Prado. A dada altura, do Ministério para ver se se livravam de uma vez por todas da minha mãe, escreveram-lhe informando-a que lhe iam pôr um processo-crime por ela estar a pressioná-los. E lá íamos andando, ela ripostando, eu estudando e todos, sempre, com muita perseverança rezando apesar de parecer que já não havia solução possível e de que tudo estava irremediavelmente perdido. Nessas alturas lá vinha a minha irmã Graça e dizia: “Vamos continuar a rezar. Se Nossa Senhora disse que o Terço acabava com guerras mundiais, quanto mais p´rá Maria entrar em Medicina!”. E todos continuávamos incansavelmente rezando. A segunda grande Graça que eu sei e sinto, como sendo de “Nossa Senhora das Dores do Escorial” foi a vitória nesta demanda contra o “Ministério da Educação”. Pois a dada altura eles cederam e autorizaram-me a fazer os exames que restavam nas condições a que eu tinha direito e que eles tinham autorizado, atempadamente, a centenas de jovens. Pelo menos consegui fazer dois, dos cinco exames, em situação de justiça. Num deles, a Química, tirei 19 valores (em 20) quando a média do país tinha sido 6,5!!!

Agora, à distância, fazendo uma retrospectiva fria de tudo por que passei vejo claramente a intervenção do “Malígno” por meio de algumas pessoas que se deixaram usar por “ele” e que tudo fizeram para me prejudicar. Do outro lado vejo as pessoas Boas que me ajudaram principalmente com oração. Oração essa que foi intensa e sistemática – também do Escorial. Oração que, meses a fio, foi decisiva para obter de Deus, através de Nossa Senhora, um desfazer paciente e incansável dos “nós” que o “Mafarrico” ia dando na fita da minha vida académica. A Mãe de Deus, serviu-se das orações que, na altura Lhe oferecemos, para desfazer esses “nós”. E desfê-los a todos! Entrei em Medicina travando uma “guerra” longa e dura. Dura demais para uma jovem de 17 anos.

Penso, muitas vezes, nos jovens que como eu são vítimas deste “tipo de ataques” e, por falta de formação, ou por não terem quem reze por eles, são vencidos pela depressão (à beira da qual eu própria estive) ou refugiam-se na droga para “fugirem” aos problemas. Só que para desfazer este tipo de “nós” não adianta estudar mais, ou fazer frente aos nossos inimigos “visíveis”. Para desfazer estes “nós” é necessário pôr muitos Rosários nas Mãos Puras de Nossa Senhora e pedir que Ela os utilize para esmagar a cabeça da “serpente”.

Sei que estes acontecimentos foram apenas uma batalha e, por isso peço, mais uma vez a Nossa Senhora das Dores do Escorial que me ilumine e ajude para eu estar sempre “alerta e vigiar” pois calculo que, à semelhança desta, muitas outras batalhas vou ter de travar com o “Inimigo”, ao longo da minha vida de estudante e de futura Médica.

Sei e sinto que as duas grandes Graças, que refiro neste testemunho, foram recebidas pela especial acção de “Nossa Senhora das Dores do Escorial” e que foram decisivas para a minha entrada em Medicina, daí este testemunho público e a devoção que tenho a Nossa Senhora.

Estou na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa por vontade de Deus, que me pôs lá pela Mão de Nossa Senhora, e isso traz-me responsabilidades acrescidas. Sei disso. E por isso peço “Que Deus me continue a ajudar por meio de Nossa Senhora das Dores do Escorial”.